Alves & Correa Advogados

A transição já começou. As decisões da sua empresa precisam acompanhar.

Reforma Tributária: o impacto no preço e no lucro da sua empresa.

A escolha do regime, os créditos nas compras e o perfil dos clientes podem mudar sua carga tributária e sua margem. Simule cenários de 2027 a 2033 e conheça os pontos que exigem uma análise individualizada — da compra ao preço de venda.

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Três decisões que merecem atenção durante a transição

Reavaliar o regime em cada etapa

PIS e Cofins dão lugar à CBS já em 2027. O ICMS e o ISS caem para 90% em 2029 e chegam a zero em 2033, enquanto o IBS cresce na mesma proporção.

Conhecer o custo efetivo das compras

Na nova lógica, o volume de compras com crédito e de vendas para outras empresas pesa de forma diferente do que a folha elevada e os poucos insumos. O resultado depende do perfil de cada negócio.

Avaliar o preço para cada perfil de cliente

No Simples com IBS e CBS dentro do DAS, o cliente empresa aproveita apenas o crédito do valor recolhido. Isso pode afetar a competitividade das suas vendas para outras empresas.

Simulador informativo da transição

Informe o faturamento e ajuste os três controles. O simulador compara, de forma ilustrativa, os quatro caminhos de 2027 a 2033, por cenário.

Modo rápido: informe o regime, a atividade, o faturamento e ajuste os três controles. O que não for informado usa premissas padronizadas, mostradas no resultado. A projeção mantém receita e perfil constantes de 2027 a 2033, sem inflação ou crescimento. O modelo completo, com a análise de toda a documentação da empresa, é feito na análise individualizada.

Parte do faturamento vendida para empresas, que aproveitam o crédito de IBS e CBS.
Parte das compras feita de fornecedores que apuram IBS e CBS pelo regime regular (geram crédito integral).
Parte do faturamento com alíquota reduzida (ex.: saúde, cesta reduzida, profissões regulamentadas). O restante segue a alíquota padrão. A redução não decorre apenas do nome da atividade.

Da compra à venda final

Precificação com a Reforma Tributária

O preço pode continuar o mesmo. A margem, não.

A formação do preço precisa considerar o custo efetivo das compras, os créditos tributários aproveitáveis, as despesas da operação e os tributos sobre a venda. Na análise individualizada, esses fatores são avaliados em conjunto para apoiar decisões de preço e margem durante a transição.

01 · Compra

Quanto custa de fato?

Examinar preço do fornecedor, frete, tributos e créditos elegíveis. Uma nota de menor valor não significa, por si só, menor custo líquido.

02 · Margem

Quanto permanece na operação?

Confrontar o custo líquido com despesas, comissões e margem de contribuição. Comparar cenários ajuda a identificar onde o resultado pode ser pressionado.

03 · Venda

Qual é o efeito para o cliente?

Distinguir preço sem os novos tributos, valor total cobrado e eventual crédito do comprador. O efeito comercial varia entre empresas e consumidor final.

Uma alíquota isolada não define o preço.

Aplicar um percentual único sobre o preço atual pode desconsiderar tributos substituídos, créditos e particularidades de cada operação. O objetivo da análise é avaliar a margem e a competitividade com os dados reais da empresa, sem pressupor aumento de preços ou ganho de lucro.

Nesta página, a calculadora apresenta uma visão agregada da empresa. Ela não calcula o preço ideal nem o impacto por produto. A avaliação de produtos, serviços e operações integra o escopo a ser definido na análise individualizada, com documentos e dados específicos.

Começar pela simulação geral

Além da escolha do regime

Créditos dos últimos 5 anos:
revise o passado e planeje a transição.

O planejamento tributário também começa nos valores que sua empresa já recolheu.

A revisão das apurações dos últimos cinco anos pode identificar recolhimentos indevidos ou a maior e créditos ainda não aproveitados. A análise confronta documentos e critérios de tributação para verificar a existência desses direitos e as possibilidades legais de utilização.

Na preparação para a reforma, essa revisão se conecta ao tratamento dos saldos de cada tributo: origem, comprovação, procedimentos e efeitos no caixa. O período efetivamente revisável e a forma de aproveitamento dependem dos prazos e das regras aplicáveis a cada caso.

Três pontos que merecem atenção

  1. Identificação e comprovação: conferir apurações, escrituração e documentos que sustentam os valores.
  2. Tratamento na transição: distinguir as regras dos saldos de cada tributo e os requisitos para sua utilização.
  3. Prazo e efeito no caixa: avaliar possibilidades legais de aproveitamento, procedimentos e tempo esperado, sem presumir disponibilidade imediata.
Exemplo: saldos credores de ICMS

Os saldos existentes ao final de 2032 possuem disciplina própria de reconhecimento, homologação e utilização. Isso não deve ser confundido com uma regra geral de perda de créditos na reforma.

Base: LC 227/2026, arts. 132 e seguintes

A calculadora não identifica nem quantifica créditos históricos. Essa verificação depende de análise documental e jurídica.

Perfis de empresas em que o tema costuma ser relevante

Indústrias que precisam revisar a precificação dos seus produtos. A análise por produto deve conectar insumos, custos de produção, créditos tributários e tributos sobre a venda, para avaliar a margem e a competitividade durante a transição.

  • Empresas industriais com produtos de custos e margens diferentes: avaliar a formação do preço por item ou família de produtos, considerando matérias-primas, embalagens, perdas, despesas e custos de transformação.
  • Indústrias com diferentes fornecedores e perfis de clientes: verificar como os créditos elegíveis nas compras e o tratamento tributário das vendas influenciam o custo líquido e as condições comerciais.
  • Empresas do Simples Nacional que vendem para outras empresas.
  • Prestadores de serviço no Lucro Presumido, especialmente com folha elevada e poucos insumos.
  • Empresas com benefícios fiscais de ICMS ou ISS, que serão reduzidos a partir de 2029.
  • Negócios de margem reduzida ou com cadeia longa de fornecedores.
  • Empresas próximas dos limites de faturamento do Simples ou do Lucro Presumido.

Escopo usual da análise tributária individualizada

  1. Carga tributária estimada em cada regime e em cada ano da transição.
  2. Créditos de IBS e CBS gerados nas compras e transferidos aos clientes.
  3. Precificação: custo líquido de compra, despesas, margem e efeitos no preço de venda.
  4. Reflexos sobre o caixa e as condições comerciais.
  5. Comparação da carga tributária entre os regimes em cada etapa, com os pontos de revisão ao longo do período.

Por que sua empresa precisa de uma análise individualizada?

A simulação mostra cenários. Os documentos revelam o que eles significam para a sua empresa.

Decidir apenas pelo faturamento ou pela menor alíquota pode deixar de fora fatores que alteram o resultado: o custo efetivo dos insumos, os créditos aproveitáveis, as despesas de produção, o perfil dos clientes e os requisitos de cada regime. Um cenário com menos tributos não assegura, isoladamente, maior margem ou melhor condição de caixa.

Para uma indústria, a diferença pode estar em cada produto. Itens vendidos pelo mesmo preço podem ter custos, tratamentos tributários e margens diferentes. A análise por produto ou família permite verificar onde a formação do preço precisa ser revista e como as compras, os tributos e as condições comerciais se relacionam.

Escolher o regime com fundamento

Comparar os cenários com as atividades, os documentos e os requisitos reais da empresa, considerando cada etapa da transição e os custos envolvidos na decisão.

Entender o que acontece com a margem

Confrontar custos, créditos, despesas e tributos sobre a venda. Avaliar se os preços e as condições negociadas continuam compatíveis com a margem pretendida.

Revisar o passado e preparar o futuro

Examinar as apurações dos últimos cinco anos e os saldos existentes, conforme o escopo contratado, verificando direitos, documentação, prazos e tratamento na transição.

O que essa análise deve esclarecer

Quais cenários são aplicáveis à empresa, quais premissas mudam a comparação, quais ajustes de preço e operação merecem avaliação e quais valores exigem verificação específica. A conclusão deve indicar as alternativas, seus limites e os próximos passos, com fundamento nos dados examinados.

O escopo é definido conforme a atividade, a complexidade e os documentos disponíveis. A análise não pressupõe economia, aumento de margem ou existência de créditos.

Quais documentos podem ser necessários?
Documentos necessários e o que cada um revela
DocumentoO que revela na análise
Notas fiscais de entrada (NF-e de compras de mercadorias, insumos e ativo imobilizado)Créditos de IBS e CBS que a empresa poderá aproveitar.
Notas fiscais de saída (NF-e e NFC-e de vendas)Base dos débitos e divisão entre vendas a empresas e a consumidor final.
Notas fiscais de serviços prestados e tomados (NFS-e)Peso do ISS atual e créditos sobre serviços contratados.
Conhecimentos de transporte, contas de energia, aluguel e telecomunicaçõesDespesas potencialmente elegíveis a crédito, conforme operação, fornecedor e requisitos legais.
Resumo da folha de pagamento e pró-laborePeso da folha, que não gera crédito, e enquadramento nos anexos do Simples.
Faturamento mensal e apurações do regime atual (PGDAS-D e extrato do Simples, ou DCTF e EFD-Contribuições)Carga tributária atual, usada como ponto de partida da comparação.
EFD ICMS/IPI (SPED Fiscal), quando houverDetalhe de ICMS, IPI e substituição tributária por operação.
Balancete e DRE do período, ou ECD e ECFMargem e lucro efetivo, para comparar Lucro Presumido e Lucro Real.
Benefícios fiscais e regimes especiais em vigorIncentivos de ICMS ou ISS que serão reduzidos a partir de 2029.
Relação dos principais clientes e fornecedores, com o regime tributário de cada umQuanto crédito a empresa transfere e recebe na cadeia.
Contratos de longo prazo com cláusula de preçoNecessidade de revisão de preços e de reequilíbrio.
Contrato social e cartão CNPJAtividades (CNAE) e eventuais impedimentos a cada regime.

Alves & Correa Advogados

Registro da sociedade: OAB/SP nº 24.956

Quem conduz a análise

A avaliação jurídica parte dos documentos da empresa e das regras aplicáveis à sua atividade. O trabalho relaciona os dados da operação às alternativas tributárias, com indicação dos fundamentos, dos riscos e dos próximos passos.

Dr. Nelson José Alves

OAB/SP 398.875

Dra. Annie Lemos Alves Correa

OAB/SP 446.942

O escopo e os documentos necessários são definidos no atendimento individualizado, conforme as particularidades de cada empresa.

A transição, ano a ano

O gráfico mostra quanto de cada tributo está em vigor em relação ao seu valor pleno. Base: LC 214/2025 e LC 227/2026.

Fases da transição da Reforma Tributária
AnoO que aconteceReflexo na escolha do regime
2027CBS passa a valer de forma plena. PIS e Cofins são extintos. IPI é zerado, salvo produtos ligados à Zona Franca de Manaus. Começa o Imposto Seletivo. IBS em alíquota de teste.Primeiro ano de cobrança da CBS após a fase de testes. As decisões de preparação já ocorrem em 2026. Acaba a diferença entre PIS/Cofins cumulativo e não cumulativo.
2028Mantém o desenho de 2027.Ano de ajuste, com dados reais de crédito e débito.
2029ICMS e ISS caem para 90% das alíquotas. O IBS sobe na mesma proporção.Começa a perda gradual dos benefícios fiscais de ICMS e ISS.
2030ICMS e ISS em 80%.O peso do IBS cresce na formação de preço.
2031ICMS e ISS em 70%.Créditos de IBS ganham relevância no caixa.
2032ICMS e ISS em 60%. Último ano dos tributos antigos.Última revisão antes do modelo definitivo.
2033ICMS e ISS são extintos. IBS e CBS em vigor pleno.Regime definitivo.

A alíquota de referência da CBS e do IBS para 2027 ainda será fixada pelo Senado Federal. Por isso a simulação trabalha com cenários.

Prazos regulamentares relevantes para optantes pelo Simples Nacional

  • 30/10/2026Prazo para opção pela apuração do IBS e da CBS pelo regime regular, com efeitos a partir de janeiro de 2027, nos termos da Resolução CGSN nº 194/2026.
  • 03/11 a 20/12/2026Período em que a opção pode ser cancelada.
  • Março e setembroJanelas seguintes de opção e de renúncia, a cada ano.

Recomenda-se a verificação das datas aplicáveis a cada caso junto a profissional habilitado e à norma vigente.

Os quatro caminhos comparados

Quatro cenários para comparação, sujeitos aos requisitos de enquadramento e às regras de cada atividade. As duas modalidades do Simples diferem na forma de apurar IBS e CBS.

Simples com IBS e CBS dentro do DAS

Como funciona: mantém a guia única, com IBS e CBS recolhidos no DAS.

Ponto forte: simplicidade de apuração.

Atenção: o cliente empresa aproveita crédito apenas do valor recolhido no DAS, o que pode reduzir a competitividade nas vendas para empresas.

Simples com IBS e CBS fora do DAS (híbrido)

Como funciona: continua no Simples para os demais tributos e apura IBS e CBS pelo regime regular.

Ponto forte: permite créditos ao cliente pelo regime regular, observados os requisitos legais, e aproveita os créditos das próprias compras.

Atenção: mais obrigações de apuração e necessidade de controle de créditos.

Lucro Presumido

Como funciona: segue existindo para IRPJ e CSLL. O PIS e a Cofins cumulativos dão lugar à CBS não cumulativa.

Ponto forte: previsibilidade na tributação do lucro.

Atenção: pesa mais para quem tem poucos insumos com crédito, como prestadores de serviço com folha elevada.

Lucro Real

Como funciona: tributa o lucro efetivo e já opera na lógica de créditos.

Ponto forte: tende a favorecer empresas de margem reduzida ou com grande volume de aquisições tributadas.

Atenção: exige escrituração completa e controles mais rigorosos.

Perguntas frequentes

O simulador informativo substitui a análise individualizada?

Não. Ela dá uma primeira visão com números aproximados e premissas padronizadas. A análise completa usa os documentos da empresa e considera particularidades como benefícios fiscais, regimes especiais, substituição tributária e o perfil real de clientes e fornecedores.

Por que o resultado depende de um cenário de alíquota?

A alíquota de referência da CBS e do IBS para 2027 ainda será fixada pelo Senado Federal. Enquanto isso, trabalhamos com cenários e deixamos claro qual foi usado.

Existe um regime tributário sempre mais adequado?

Nenhum. A comparação muda conforme o perfil da empresa, a proporção de vendas para outras empresas, o volume de compras com crédito, a folha e a margem, e muda também de um ano para outro durante a transição.

Meus dados ficam seguros?

Os dados informados são usados para a finalidade desta simulação e do contato solicitado, conforme a política de privacidade. Os documentos enviados na análise individualizada são tratados com confidencialidade.

Como entrar em contato com o escritório?

Use o botão ao final do resultado da simulação ou escreva para contato@alvesecorreaadvogados.com.br.